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Brisa do Barú no Copan: o balcão de 12 lugares que já tem fila no coração de SP
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Brisa do Barú no Copan: o balcão de 12 lugares que já tem fila no coração de SP

Dagoberto Torres leva sua cozinha de frutos do mar para o térreo do icônico Edifício Copan — e a cidade reagiu na hora

Pico Editorial·22 de agosto de 2026

Se você já encarou fila na Rua Augusta esperando um lugar na Barú Marisquería, a notícia é boa e ruim ao mesmo tempo: agora há um segundo endereço do chef colombiano Dagoberto Torres e da sócia Nathália Altoe na cidade. A boa: o Brisa do Barú abriu no térreo do Edifício Copan. A ruim: a fila formou de imediato.

O espaço ocupa a loja 46 do Copan — aquele edifício curvo de Oscar Niemeyer na Avenida Ipiranga que é, sozinho, um argumento para vir ao Centro. Com apenas 12 assentos dispostos em balcão que abraça a grelha aberta, o formato é quase o de um omakase: você vê cada prato sendo preparado, e o chef entrega e explica o que acabou de sair da chapa. Intimismo de verdade, sem forçar.

O cardápio: 14 preparações, porções para dividir

O menu do Brisa tem 14 criações divididas em seções com nomes que já dizem algo sobre o DNA da casa — Levanta Muertos, De La Olla, Crocantitos e Da Chapa. A lógica é de pequenas porções para compartilhar, e a recomendação geral é pedir de quatro a cinco pratos por dupla.

Entre os destaques verificados: as ostras na chapa (R$ 42), servidas na própria concha com leche de tigre de amendoim; o Chora Patacón (R$ 34) — pele de frango frita que serve de base para atum com creme de wasabi e ovas, um prato que virou assunto rápido nas redes; o ceviche de vieira e mexilhão (R$ 54); e a sardinha curada em azeite com azeitonas (R$ 79). O cardápio muda conforme o que chega fresco do mercado, então alguns itens podem variar — e alguns esgotam antes do fim do serviço.

Reviews do Google apontam ticket médio próximo de R$ 250 por pessoa, considerando entrada, pratos principais e bebida — compatível com o nível de execução e o endereço.

Quem está por trás

Dagoberto Torres chegou a São Paulo em dezembro de 2007, aos 24 anos, vindo de Bogotá. Passou pelo D.O.M. de Alex Atala, desenvolveu seu trabalho em frutos do mar no Suri Ceviche & Bar e fez consultoria para o restaurante Uma Nota em Hong Kong antes de abrir a Barú Marisquería em 2018. É também co-autor do livro Ceviche — Do Pacífico para o Mundo. Em mais de sete anos à frente da Barú, construiu uma das casas mais disputadas da cena paulistana, com reconhecimento no Guia Michelin na categoria Bib Gourmand.

O nome Barú, aliás, faz referência à Isla Barú, em Cartagena das Índias — e essa raiz caribenha-colombiana atravessa tanto o cardápio da casa-mãe quanto as novas receitas do Brisa.

Por que o Centro faz sentido

A escolha do Copan não é casual. O edifício já concentra uma cena própria de bares, cafés e restaurantes, e faz parte do circuito gastronômico que vem movimentando a região central nos últimos anos. Para Torres e Altoe, é uma aposta no Centro como território gastronômico — e, pelo volume de procura desde a abertura, a cidade parece concordar.

Há ainda uma expansão planejada: em frente ao Brisa, o chef promete inaugurar o Barú Sandu, dedicado a sanduíches de peixes e frutos do mar.

Vale ir?

Se você gosta de frutos do mar bem executados, de assistir ao preparo dos pratos e de jantar num lugar que tem caráter — sim, vale muito. Só planeje: vá cedo ou faça reserva pelo WhatsApp. O formato de 12 lugares não perdoa quem chega por impulso.

Brisa do Barú — Av. Ipiranga, 200, loja 46, Edifício Copan, Centro. Reservas: (11) 99307-8636. Terça a quinta: 12h–15h30 e 19h–22h30; Sexta e sábado: 12h–22h30; Domingo: 12h–17h. Fechado às segundas.


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