Cofre Bar: ex-funcionários do Gajos D'Ouro apostam em petiscos no Centro
Um trio experiente da alta gastronomia carioca está prestes a revolucionar a cena gastronômica do Centro. <cite index="11-1">Três profissionais experientes que deixaram o restaurante português Gajos D'Ouro em Ipanema estão articulando um novo projeto no Centro do Rio</cite> — o Cofre Bar, que promete abrir em abril num casarão antigo na Rua do Riachuelo.
Não é apenas uma mudança de endereço. É um movimento que ilustra uma tendência fascinante no cenário gastronômico carioca: equipes de serviço de alta gastronomia migrando para projetos autorais mais casuais, levando décadas de expertise em atendimento para bares de bairro em casarões históricos.
Da formalidade de Ipanema para a alma do Centro
O Gajos D'Ouro, <cite index="1-1,3-8">que reuniu ex-funcionários do lendário Antiquarius após seu fechamento em 2018</cite>, consolidou-se como referência em culinária portuguesa no Rio. <cite index="2-33,2-35">Com a mesma equipe educada e competente do Antiquarius, tornou-se considerado por muitos o melhor restaurante português do Brasil</cite>. Agora, parte dessa expertise salta de Ipanema para o Centro, trocando o ambiente sofisticado pela informalidade dos petiscos.
O nome do novo empreendimento não surgiu por acaso. Durante a preparação do espaço na Rua do Riachuelo, foi encontrado um cofre antigo no interior da casa — detalhe que inspirou a identidade do bar e conecta o projeto à rica história do Centro carioca.
A aposta na informalidade
Enquanto o Gajos D'Ouro trabalha com <cite index="2-5,2-7">pratos na faixa dos R$ 120 e experiências gastronômicas que chegam a R$ 500 por casal</cite>, o Cofre Bar promete uma abordagem completamente diferente. A proposta é apostar em comida informal, com foco em petiscos como bolinhos de bacalhau e churrasquinhos, além de uma carta de drinques pensada para o público do Centro.
Mas a grande diferença não está apenas no cardápio. <cite index="11-1">O grupo, com décadas de atuação no salão e passagem por endereços tradicionais da gastronomia carioca</cite>, promete trazer para o formato casual a mesma atenção ao serviço que fez a fama do Gajos D'Ouro. É uma aposta de que o atendimento de excelência pode transcender o ambiente formal e encontrar sua expressão em petiscos e chope gelado.
O charme dos casarões históricos
A escolha da Rua do Riachuelo não é acidental. <cite index="12-5,12-6">Uma das poucas vias do Centro que ainda mantém caráter residencial conjugado com comércio estruturado, a rua é um palco onde os séculos se encontram, entre prédios históricos e construções que dividem espaço</cite>. <cite index="16-2,16-3">Localizada entre a Praça Cardeal Câmara e a Rua Frei Caneca, foi uma das principais vias da cidade na época da Colônia e do Império</cite>.
Esse movimento de ocupação de casarões históricos por novos empreendimentos gastronômicos reflete uma tendência mais ampla. <cite index="15-1,19-1">Diversos estabelecimentos, como o Armazém Senado e o Rio Scenarium, já provaram que casarões do século XIX podem ser transformados em pontos de encontro vibrantes</cite>, combinando patrimônio histórico com vida contemporânea.
Por que ir
O Cofre Bar representa algo único: a democratização do serviço de alta gastronomia. Enquanto muitos estabelecimentos investem em ambientes cada vez mais sofisticados, esse trio experiente aposta que a verdadeira hospitalidade não depende de toalhas de linho ou cristais importados. Depende de conhecimento, técnica e paixão — elementos que podem brilhar tanto num restaurante de R$ 500 por casal quanto num bar de petiscos no Centro.
Quando abrir em abril, o Cofre Bar promete ser mais que um ponto de encontro casual. Será um laboratório interessante sobre como a expertise da alta gastronomia pode se reinventar em formatos mais democráticos, mantendo a excelência no que realmente importa: fazer com que cada cliente se sinta especial.
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